Corinthians, no 4-2-3-1, perde para o Guaraní (PAR) por 2 a 0 e se complica na Libertadores

O Guaraní (PARAGUAI) venceu o Corinthians (BRASIL) por 2 a 0 no estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai, e agora joga por um empate ou até por uma derrota por um gol de diferença ou dois, caso anote um tento no jogo de volta em São Paulo.

Tite já estava ensaiando, há alguns jogos, que o 4-1-4-1 não seria utilizado em todas as partidas. No jogo contra o Guaraní (PAR), o time jogou no 4-2-3-1 e encontrou enorme dificuldade em suplantar o meio campo do adversário que contava, em seu miolo, com três volantes e um meia-atacante. O meio campo do Guaraní engoliu o do Corinthians.



O Guaraní atuou no 3-6-1, com um meio campo formado por dois alas, três volantes e um meia atacante encostando no centroavante Santander. Quando defendia, o time se postava no 5-4-1 e dava poucas chances para o Corinthians tentar jogadas pelos lados do campo.



O jogo foi decidido no meio campo, setor em que o Guaraní contava com vantagem numérica e com jogadores mais bem distribuídos. O meio campo do Corinthians encontrou dificuldades em trocar passes pelo meio, uma vez que dois de seus meias, ou meias-atacantes, jogavam abertos e eram marcados pelos alas do Guaraní. Com isso, sobravam três na faixa central: Ralf, Elias e Renato Augusto. Ralf é um volante que tem dificuldades no passe. Assim, sobram apenas dois jogadores para a saída de bola e com qualidade para armar. Lembrando que os laterais do Corinthians pouco avançaram ou ajudaram na saída de bola.

O meio campo do Guaraní tinha quatro jogadores na faixa central: Mendoza, Palau e Contrera (que entrou no lugar de Filippini) como volantes e Benítez como meia-atacante. Portanto, quatro contra três na faixa central. Sem contar que os volantes do Guaraní eram, também, armadores. Contrera (antes era De La Cruz) era quem mais se aproximava do ataque carregando a bola.

Luciano mostrou-se praticamente sem função pela esquerda, uma vez que não chegava no ataque para ajudar Guerrero — fechando pelo meio ou chegando à linha de fundo — e marcou muito mal o ala paraguaio (Filippini e, depois, De La Cruz). Mas o problema não foi só ele e o meio campo. Tite poderia ter liberado seus laterais para igualar as forças no meio e empurrar os alas paraguaios para o campo de defesa. Isso seria possível, já que o Guaraní só tinha um centroavante. O técnico corintiano tentou centralizar mais Jádson, mas não foi suficiente.

Para se classificar no tempo normal, o Corinthians precisa vencer o Guaraní (PAR) por três gols de diferença na Arena Corinthians em São Paulo.


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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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