domingo, 3 de abril de 2011

Grêmio Prudente 2 x 1 Atlético Mineiro. Copa do Brasil

O Grêmio Prudente venceu o Atlético Mineiro por 2 a 1, no estádio Prudentão, em Presidente Prudente, pela 2ª rodada da Copa do Brasil 2011. O esquema tático do Grêmio Prudente foi o 4-4-2 em losango. O esquema tático do Atlético foi o 4-4-2 em quadrado.


Grêmio Prudente




O Grêmio Prudente atuou no 4-4-2 com o meio-campo em losango. Nesse caso, foi num 4-3-1-2. O time jogou melhor que o Atlético Mineiro e soube atacar e contra-atacar com qualidade. O Grêmio Prudente variou seu 4-3-1-2 com um 3-5-2, liberando os alas Raí e Wanderson Cafu para atacar.

Essa variação foi interessante porque confundiu a marcação atleticana e prendeu os laterais Rafael Cruz e Leandro, que normalmente têm apoiado pouco. O apoio dos alas Raí e W.Cafu é um dos pontos fortes do Grêmio Prudente. Quando eles avançam, Anderson Pedra recua e passa a atuar como um terceiro zagueiro pelo centro.

No meio-campo, o volante Daniel avança menos pela direita que o volante/meia Saldanha pela esquerda. O meia Elivélton joga centralizado, à frente dos três volantes, municiando o ataque. Teve uma atuação razoável.

Eraldo é lento, mas é técnico. Deu trabalho para a defesa atleticana. Juan, que é muito bom atacante, tem velocidade e técnica. No gol de voleio, após o cruzamento de Raí pela esquerda, ele mostrou essas duas qualidades.

Entretanto, embora tenha jogado bem, o Grêmio Prudente é um time tecnicamente fraco. O que não significa que não deva ser respeitado. Principalmente pelas jogadas dos alas e do atacante Juan.


Atlético Mineiro




O Atlético Mineiro jogou no 4-4-2 com o meio-campo em quadrado, ou seja, no 4-2-2-2.
A maioria dos jogadores atuou muito mal. Apenas Magno Alves teve uma boa atuação. Ricardinho teve uma atuação razoável, mas é muito lento e foi desarmado várias vezes. Renan Oliveira não fez praticamente nada. Os laterais preocuparam-se somente com a marcação dos alas do Grêmio Prudente e, mesmo fazendo só isso, foram mal.

Outro problema que ficou evidente foi a dificuldade da defesa atleticana, alta e lenta, nos confrontos com atacantes rápidos. Esse problema já foi tratado aqui quando analisamos a partida entre Atlético Mineiro x Villa Nova. Eraldo não é um atacante rápido, mas Juan é. E levou vantagem na maioria das jogadas contra os defensores atleticanos.

O segundo-volante Serginho, que deveria ser responsável por carregar a bola ao ataque e auxiliar os meias, perdeu o confronto para Saldanha e estava muito nervoso. Toró é, e nesse jogo não foi diferente, um volante de marcação apenas. Teve uma atuação razoável.

No ataque, Magno Alves foi o segundo-atacante. Caiu pelos dois lados do campo e inverteu a posição, algumas vezes, com Ricardo Bueno, o centroavante, que ficou dentro da área. Ricardo Bueno foi muito mal.

O Atlético tem um time lento e previsível. O técnico Dorival Júnior precisa adaptar o 4-2-2-2, seu esquema preferido, aos jogadores disponíveis. Talvez utilizar jogadores talentosos da base e arriscar um esquema com três zagueiros, já que os dois titulares são lentos e Réver gosta de subir ao ataque. Dorival ainda não utilizou essa boa qualidade de Réver. Com um esquema com três zagueiros isso seria possível. O problema é que o Atlético não tem bons laterais. Para isso, teria que utilizar Mancini pela direita, como ala, e talvez Richarlyson ou um outro meia pela esquerda. Dorival vai ter que inovar.

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