São Paulo 2 x 3 Santos. Análise tática

O São Paulo foi derrotado pelo Santos por 3 a 2, no Morumbi, no jogo de ida das semifinais do Campeonato Paulista 2010. O esquema tático do São Paulo foi o 4-3-1-2. O esquema tático do Santos foi o 4-3-3.

São Paulo



Com um 4-3-1-2, o São Paulo apertou a saída de bola do Santos no início do jogo e dificultou a troca de passes dos santistas. Com três meias adiantados, obrigou Ganso e Marquinhos a jogar muito recuados. Deu certo. Mas desistiu da estratégia muito cedo e recuou, permitindo o avanço do Santos. Ainda no primeiro tempo, teve Marlos expulso, antes disso, entretanto, já era dominado. Mesmo com um jogador a menos, na segunda etapa o time pressionou e empatou a partida.

A defesa do São Paulo teve Jean na lateral esquerda, Alex Silva como zagueiro central, Miranda como quarto zagueiro e Júnior César na lateral esquerda. Jean não avançou, ficou marcando, e bem, Neymar no setor. Rogério Ceni falhou no terceiro gol do Santos.

O meio-campo teve Rodrigo Souto como volante de contenção, Hernanes (direita) e Jorge Wágner (esquerda) como meias, e Marlos como meia-atacante. Marlos saía do centro para a direita e, quando o time tinha a bola, era um terceiro atacante. Como dissemos, o posicionamento avançado dos meias impediu a armação de jogadas pelo Santos no início do jogo. Depois do primeiro gol, o São Paulo perdeu campo para o Santos. Retomou o domínio no começo da segunda etapa e o jogo ficou equilibrado depois do segundo gol.

No ataque, Dagoberto jogou como segundo atacante pela esquerda, sempre caindo pela faixa central. Washington foi o centroavante. Marlos aproximou-se dos atacantes pela direita.

No segundo tempo, Ricardo Gomes colocou Cicinho pela direita e sacou Washington. O time passou a forçar jogadas sobre Léo. Depois, Fernandinho entrou no lugar de Jorge Wágner e Marcelinho no lugar de Dagoberto. Com isso, o time voltou a explorar os lados do campo, empatou e tomou um gol no final do jogo.

Santos



O Santos teve dificuldade de armar jogadas no início do jogo porque o São Paulo adiantou seus meias e empurrou a armação para o campo de defesa. O 4-3-3 do Santos funciona bem com muita posse de bola no campo ofensivo. Os contra-ataques são bem feitos, mas normalmente ocorrem quando o time já está em vantagem. Com 0 a 0 no placar, o time correu riscos. Mas foi por pouco tempo, já que o São Paulo não conseguiu manter a marcação adiantada em todo o primeiro tempo. Entretanto, o Santos não apresentou todo o dinamismo que o tem caracterizado no Campeonato Paulista 2010 e podemos dizer que partida foi equilibrada no segundo tempo.

A defesa do Santos formou-se com Wesley na lateral direita, Edu Dracena como zagueiro central, Durval como quarto zagueiro e Léo na lateral esquerda. Léo ficou mais preso, já que Marlos caía muito no seu setor, e Wesley avançou algumas vezes. O goleiro Felipe ainda é um ponto fraco do time, inclusive na reposição de bolas.

O meio-campo teve Arouca como volante de marcação, e Marquinhos e Ganso como meias-armadores. Enquanto estiveram pressionados no campo de defesa, Marquinhos e, principalmente, Ganso não conseguiram armar bem a equipe. Robinho voltou muitas vezes para auxiliar na ligação com o ataque.

No ataque, Neymar ficou muito escondido na esquerda e, embora tenha feito um passe primoroso para o gol de André, não foi bem na partida. André, o centroavante, também esteve mal. Robinho, o melhor jogador de ataque, atuou como meia-atacante circulando pelo meio-campo e nos dois lados do ataque.

No segundo tempo, o técnico Dorival Júnior alterou o esquema tático para o 4-4-2, com Pará (no lugar de André) na lateral direita e Wesley como volante ao lado de Arouca, formando um quadrado no meio-campo. Pouco depois, Dorival voltou ao 4-3-3 (Zé Eduardo entrou no lugar de Marquinhos), mas com dois volantes e apenas um armador.

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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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6 comentários:

Kennedy Diniz disse...

Cara voce ee foda, entende tudo de futebol, essas coisas de tatica ee muito dificil e voce sabe fazer tudinho, acho que se alguns treinadores por ai contratassem caras tao foda quanto vc para fazerem parte de suas comissoes tecnicas teriam muito mais sucesso.

vi que vc ee jornalista e queria te pedir encarecidamente que mais para a frente escreva um livro para ensinar tatica para as pessoas que nao sabem dai tenho certeza que o futebol brasileiro vai ganhar muito com isso

super parabens, virei seu fa

FilipeJMS disse...

Que bom que o Dorival Jr e Ricardo Gomes não tiveram medo de atacar, enquanto vi no Maracanã 6 volantes titulares, no Morumbi só 2 de ofício!
Muito bacana seu blog, gosto de estudar táticas dos times tambem!
Topa fazer uma parceria de links de blogs?
O meu é: http://www.colunasdeesporte.blogspot.com/
Um abraço!!

Esquemas táticos disse...

Obrigado pelos elogios e pela visita. Voltem e comentem à vontade.

Abraços,

Marcelo Costa.

francisco.latorre disse...

três zagueiros.

é aritmético.

reforça a defesa. e libera o meio campo e laterais pra atacar.

...

Álvaro disse...

Você poderia fazer um post comparando o Santos do Dorival com o do Luxa.

Parece-me que a única diferença é o Dorival jogar com um triângulo de base invertida dando mais capacidade de criação, enquanto o Luxa - mesmo quando optou pelo 4-2-3-1 - foi pela linha mais conservadora de dois volantes.

Isso posto, eu ainda acho que a melhor maneira de marcar o Santos é anulando os dois meias e deixando o Arouca sobrar. Repare que o Hernandez não topou marcar os meias santistas com a abnegação necessária e aí o SP perdeu.

Esquemas táticos disse...

Obrigado pela visita Francisco. O problema é que, muitas vezes, os técnicos utilizam um 5-3-2, e não um 3-5-2. Aí fica muito defensivo mesmo.

Álvaro, eu também acho isso. Mas é difícil marcar dois armadores. Por incrível que pareça, esse é o "pulo do gato" do Dorival. E ainda tem o problema de um dos atacantes (Robinho, principalmente, ou Neymar) voltar para ajudar na armação. Mas, sem dúvida, você tem razão. A chave é marcar os armadores.

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