Coritiba x Vasco. Análise tática das finais da Copa do Brasil

O Coritiba venceu o Vasco por 3 a 2, no Couto Pereira, em Curitiba, pela segunda partida da final da Copa do Brasil 2011 e, com o resultado, o Vasco sagrou-se campeão do torneio. Na primeira partida, o Vasco venceu o Coritiba por 1 a 0. O esquema tático do Coritiba foi o 4-3-1-2. O esquema tático do Vasco foi o 4-4-2. Neste post, faremos a análise dos esquemas utilizados nas duas partidas da final da Copa do Brasil.

Vasco



No primeiro jogo da final, o Vasco jogou no 4-2-1-2-1, com Felipe como o "1" pelo centro, entre os dois volantes (Rômulo e Eduardo Costa) e dois meias-atacantes (Bernardo e Diego Souza). Os meias-atacantes têm que avançar frequentemente para ajudar o centroavante Alecsandro. Felipe, protegido pelos dois volantes, é um armador típico, transitando por todo o meio-campo. É um desenho tático de meio-campo muito usado no Estudiantes com Verón.

Nesse jogo, o técnico Ricardo Gomes não pôde contar com Ramón e Éder Luís. Márcio Careca ocupou a lateral-esquerda e Bernardo, como já dissemos, foi o meia-atacante ao lado de Diego Souza. O time perde força ofensiva com essa formação, mas ganha consistência no meio-campo. E ganha os chutes de fora da área e as cobranças de faltas e escanteios de Bernardo.



No segundo jogo da final, o Vasco adiantou Éder Luís para puxar os contra-ataques e receber lançamentos em profundidade. Como jogava com a vantagem, a estratégia de Ricardo Gomes mostrou-se acertada. Mesmo com o time sofrendo pressão do Coritiba, o Vasco soube aproveitar-se dos espaços deixados para o contra-ataque e foi muito eficiente. Ramón voltou à lateral-esquerda e os dois laterais subiram alternadamente. Com a vantagem de poder perder por até um gol de diferença, o Vasco soube se defender e usou a experiência de seus jogadores para controlar a partida até o final.

Coritiba



O Coritiba entrou em campo no primeiro jogo da final no 4-4-2 com o meio-campo em quadrado (4-2-2-2), o sistema que funcionou muito bem durante o primeiro semestre de 2011. Historicamente, é o esquema mais utilizado por técnicos brasileiros, mas que tem sido esquecido nos últimos anos. Davi e Anderson Aquino são os meias armadores. Aquino apresenta-se mais no ataque, por vezes formando um 4-2-3-1 com Rafinha pela direita. Mas a configuração mais comum do Coritiba é o sistema com dois armadores, um segundo-atacante que cai pelos dois lados (Rafinha) e um centroavante (Bill).

O segredo do Coritiba não é o esquema que, como dissemos, não é uma novidade. A diferença está no trabalho feito pelo meio-campo. Um volante é eminentemente marcador (Willian ou Leandro Donizetti) e o outro volante sai mais para o jogo (Léo Gago). Os meias trocam muitos passes no meio e, por terem um número maior de jogadores com boa técnica, normalmente envolvem o meio-campo adversário.



No segundo jogo, sem poder contar com Anderson Aquino (suspenso), o técnico Marcelo Oliveira armou o time no 4-3-1-2. O terceiro volante escalado foi Marcos Paulo, que entrou bem no segundo tempo do primeiro jogo da final. Entretanto, foi muito muito mal no jogo decisivo. Errou muitos passes e não conseguiu manter o dinamismo apresentado pelo meio-campo do Coritiba no ano. Marcelo Oliveira ainda tentou um 4-2-2-2 com dois centroavantes. O time melhorou, mas estava jogando muito pressionado desde o gol do Vasco que abriu o placar no primeiro tempo.

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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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