Santos 2 x 3 Santo André. Análise tática

O Santos foi derrotado por 3 a 2 pelo Santo André, no Pacaembu, pelo segundo jogo da final do Campeonato Paulista 2010 e sagrou-se campeão estadual. O esquema tático do Santos foi o 4-2-2-2. O esquema tático do Santo André foi o 4-2-2-2.

Santos



O Santos começou o jogo no 4-2-2-2, com um quadrado no meio-campo, até ter dois jogadores expulsos. O time, então, passou a atuar com apenas um volante no meio, Rodrigo Mancha foi deslocado para a lateral direita, Pará para a lateral esquerda e Ganso ficou sozinho na armação. Robinho e Neymar passaram a ter a função de acompanhar os laterais do Santo André até o campo de defesa santista. Foi um jogo emocionante, mas tecnicamente ruim, já que as equipes perderam jogadores expulsos.

O esquema com dois volantes é claramente inferior, para esse time do Santos, ao sistema tático com três atacantes. A pressão na saída de bola é menor e o time passa menos tempo com a bola no pé. O time adversário passa a ter mais espaço para fazer a saída de bola e incomodar o sistema defensivo santista. Tudo isso foi visto no primeiro jogo contra o Santo André e no jogo contra o Atlético Mineiro.

A defesa do Santos teve Pará na lateral direita, Edu Dracena como defensor pela direita, Durval como defensor pela esquerda e Léo como lateral-esquerdo. Com a expulsão de Léo, Pará foi para a lateral esquerda e Rodrigo Mancha, volante, para a lateral direita. Na lateral esquerda, Pará teve mais liberdade para avançar, já que Rodrigo Mancha ficou preso atrás e Neymar impedia os avanços de Cicinho, lateral-direito do Santo André.

No meio-campo, Arouca e Rodrigo Mancha foram os volantes, Marquinhos o meia-esquerda e Ganso o meia-direita. Com a expulsão de Marquinhos — que fazia o papel de segundo volante no momento em que tomou o cartão vermelho —, Arouca (inicialmente segundo volante) passou a ser o único volante e Ganso, o único meia-armador da equipe.

No ataque, Robinho e Neymar jogaram bem abertos. Robinho um pouco mais por dentro que Neymar, já que o lado direito do Santos, quando Wesley não atua como lateral, perde ofensividade e a possibilidade de fazer tabelas. As expulsões obrigaram os atacantes a acompanhar os laterais adversários e marcá-los no campo de defesa.

Após as explusões



Todo o time recuou, inclusive os atacantes, após as expulsões. No segundo tempo, Roberto Brum (que entrou no lugar de Neymar) também foi expulso e Ganso foi o único jogador a jogar na frente, prendendo a bola.

Santo André



O Santo André e o Atlético Mineiro foram os times que mais ameaçaram o Santos no que diz respeito à posse de bola e de chances de gol em 2010. Embora o Palmeiras tenha vencido o Santos na Vila Belmiro, não teve o domínio da partida nem a quantidade de chances de gol que esses times tiveram. A principal razão para isso está na presença de dois meias pressionando a saída de bola dos volantes santistas.

O Santo André tem dois meias-armadores e dois atacantes, um 4-2-2-2. Com isso, não permitiu que o Santos se lançasse ao ataque sem se preocupar com o poder de fogo do adversário. O Atlético fez o mesmo e atuou com dois meias.

A defesa do Santo André formou-se com Cicinho na lateral direita, Cesinha como defensor pela direita, Halisson como defensor pela esquerda e Carlinhos na lateral esquerda. Os laterais apoiam bem o ataque, mas Cicinho foi substituído no segundo tempo para que Rômulo tivesse a função exclusiva de marcar Neymar e liberasse o segundo volante Gil para marcar Ganso e chegar mais à frente.

O meio-campo teve Alê e Gil como volantes, Branquinho na meia direita e Bruno César na meia esquerda. Os volantes auxiliaram os laterais na marcação dos atacantes, mas preocuparam-se, principalmente, com os avanços dos meias santistas. Branquinho e Bruno César deram muito trabalho ao sistema defensivo santista.

Na frente, Rodriguinho foi o segundo atacante e Nunes, o centroavante. Com a expulsão de Nunes, Rodriguinho atuou sozinho até a metade do segundo tempo, quando entrou Rodrigão (no lugar de Branquinho).

Após as expulsões



O técnico Sérgio Soares adiantou Gil para chegar como terceiro meia, juntamente com Branquinho e Bruno César, quando o time tivesse a bola. Sem ela, o volante deveria marcar Ganso. A estratégia de povoar o meio-campo deu mais posse de bola ao Santo André, mas a falta de mais um atacante impediu que o time criasse mais situações de gol.

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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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4 comentários:

Álvaro disse...

O que nos remete à questão: Dorival, de fato, montou o time do Santos ou ele cai no seu colo?

Não entra na minha cabeça que ele vai para as finais e entra num 4-2-2-2. No primeiro jogo, parecia que ele tinha aprendido a lição.

Mas repetiu o erro no segundo e decisivo.

E o que foi aquela maluquice de querer substituir o Ganso?!?

Por pouco o Santos não perde o título baseado em erros do técnico...

Esquemas táticos disse...

Concordo contigo. Tirar o Ganso naquele momento poderia ter sido fatal. Quanto ao Dorival, acho que é um bom técnico (os trabalhos no Cruzeiro e no Vasco mostram isso), mas é claro que o elenco é o maior responsável pelo bom futebol do Santos. Também achei um erro o Dorival abdicar dos três atacantes. Com eles, há pressão na saída de bola e preocupação do adversário.

Abraços e volte sempre.

Robério disse...

O Dorival quase colocou tudo a perder não só hoje como na semana passada também. O Santos atua melhor com três atacantes ou então jogando dessa maneira que ele armou só que com o André no lugar do Robinho, que ai tem alguém centrado mais na área e fazendo o pivô para quem vem de trás.

Anônimo disse...

sou santista; a defesa dos santos é de morte , será que jogar um jogo final , precisa-se que resguarde um pouco , pelo menos no inicio .Tomar gol antes de cinco minutos é bricadeira, como diz o neto. Dr. o neto saiu da internete, não consigo encontra-lo, o Datena esta humilhando os colegas de trabalho, coitado Ulisses
jose barbosa de minas , no sul das gerais- Serrania é a minha cidade

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