Esquema tático dos Estados Unidos

Os Estados Unidos classificaram-se para a semifinal contra a Espanha na Copa das Confederações após ser derrotado pela Itália (3 a 1) e pelo Brasil (3 a 0), e vencer o Egito (3 a 0). Os Estados Unidos joga no 4-4-1-1, com constantes avanços dos meias que jogam abertos. A análise tática que se segue é baseada nos jogos contra o Brasil e contra a Itália.



O time americano tem jogadores que se caracterizam mais pela força física que pela agilidade. Os EEUU jogam com duas linhas. A linha defensiva tem dois laterais (Spector, pela direita, e Bornstein, pela esquerda) que sobem pouco. A defesa é alta e forte, mas muito lenta. É bom lembrar que o forte da seleção espanhola é a troca de passes entre jogadores muito leves. Cruzar bolas na área norte-americana pode ser bem improdutivo.

O meio-campo organiza uma primeira linha defensiva quando o time perde a bola. Os jogadores centrais deste setor (Bradley e Kljestan) são também muito fortes fisicamente, mas têm pouca qualidade técnica. São volantes destrutivos apenas. Já os meias que jogam pelos lados são as exceções em relação à regra da seleção norte-americana: são leves e ágeis. Beasley (esquerda) e Donovan (direita) são rápidos e apóiam o ataque entrando pelos lados e em diagonal pelo centro do ataque. Donovan é o principal jogador do time.

Ataque que é formado por Altidore, que joga praticamente isolado como centroavante. Dempsey tem a dupla função de ser o segundo atacante, jogando atrás de Altidore, e meia pelo centro, voltando para marcar quando o time perde a bola. Seu papel é importante porque ele pode recompor o meio-campo quando Beasley ou Donovan estão no papel de atacantes.


Leia também:

Esquema tático da Espanha.

Esquema tático da Nova Zelândia.

Esquema tático do Brasil.

Esquema tático de Portugal.

Esquema tático da Holanda.

Esquema tático da Noruega.

Esquema tático da Argentina.

Esquema tático do Uruguai.

Esquema tático da Colômbia.

Esquema tático da Albânia.

Esquema tático do Egito.

* Fiz a mesma análise para o blog português Portal Futebol, onde podem ser encontradas notícias de clubes europeus e as capas dos principais jornais da Europa.
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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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2 comentários:

Hugo Albuquerque disse...

Marcelo,

Cara, mexendo nas minhas revistas sobre futebol, vi um negócio engraçado: Essa seleção americana pouco se renovou durante a década, seja taticamente ou no que toca o elenco.

Na última Copa, lembro de um 1x1 entre ela e a futura campeã Itália. Se os americanos não fossem tão ingênuos, eles poderiam ter vencido a Azurra que jogou mal pra burro - há tempos os italianos não conseguem montar um time capaz de jogar tomando a iniciativa de ataque.

O que eu vi contra o Brasil, no entanto, foi um time americano mais lento e mais desorganizado do que há três anos atrás. Aliás,
fazendo um paralelo com o que os espanhóis fizeram com a Rússia - outro exemplo de time pesadão - na última Euro, tudo leva a crer numa vitória elástica da Fúria.

Tizzah disse...

3x0 no Egito realmente me surpreendeu.. muito mais do que os 3x0 na Itália.

Acho EUA, Nova Zelândia e Austrália são seleções presas no esquema tático pela falta de abilidade dos jogadores individualmente não conseguindo improvisar em campo.
Esses países não tem a menor tradição em futebol (mesmo que alguns jogadores joguem na Inglaterra)...

Guzz fez tudo pela Austrália em 2006... E EUA ainda está 10 anos a frente das outras duas na iniciação do futebol.

Egito eu já entendo como sendo exatemente o contrário, jogares fortes, abilidosos, mas fraca no esquema tático.

Achei a Itália muito fraca em 2006 também... foi triste o jogo contra a Austrália e até mesmo na final precisou apelar p/a pressão p/ conseguir intimidar a França...

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