domingo, 10 de maio de 2009

Esquema tático do São Paulo



O São Paulo jogou num 3-5-2 sem ala-direito! No jogo de domingo contra o Fluminense, Dagoberto jogou como meia-esquerda, juntamente com Hugo, e eles se alternavam no apoio a Washington no ataque. Não foram nem uma coisa nem outra. Um meio-campo excessivamente povoado, mas sem objetividade. Jorge Wagner e Arouca atuaram como volantes. Arouca acumulou a função de ala-direito, alternando com Hernanes; Jorge Wagner foi o volante e armador, tal como Pirlo no Milan, que joga atrás do (s) volante (s) de contenção. Mas Jorge Wagner jogou um pouco mais à frente de Arouca, que na verdade é um segundo volante. Não é usual, mas o São Paulo jogou sem um volante marcador.

A idéia de Muricy de alterar a função dos jogadores durante o jogo é interessante, mas não tem dado muito resultado. Hernanes e Arouca, ao que parece, foram encarregados de serem alas volantes pela direita. Nenhum dos dois cumpriu bem a função. Resultado: o lado direito ficou vazio. Hernanes foi o meia pela direita e poucas vezes caiu pelo lado. Arouca foi, efetivamente, o volante pela direita.

Em compensação, o lado esquerdo ficou superpovoado com um ala-esquerdo (Júnior César), dois meias-esquerda que, vez por outra, transformavam-se em segundo atacante pela esquerda (Dagoberto e Hugo).

Nas semifinais do Paulista, Dagoberto foi o ala-direito e chegava ao ataque formado por Borges (pela esquerda) e Washington (centralizado), num 3-1-4-2 armado por Muricy. Não deu certo também. Desde que Hernanes transformou-se em meia-direita, o São Paulo perdeu sua efetividade. A opção pelas bolas alçadas na área está muito óbvia e não tem funcionado. O único ponto positivo do atual esquema é o recuo de Jorge Wagner, já que ele fica com espaço para fazer lançamentos.

Desenho tático apresentado na primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2009.

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