Chile 2 x 0 Equador. Análise tática. Copa América 2015

A seleção chilena venceu a seleção do Equador por 2 a 0 na abertura da Copa América 2015, no Estádio Nacional, em Santiago. O Chile jogou no 3-4-2-1, no primeiro tempo, e no 3-4-1-2 na segunda etapa. O Equador atuou no 4-4-2.

O Chile começou envolvente, com um jogo muito vertical, e criou muitas chances de gol. O Equador logo adiantou sua marcação e impediu a construção de jogadas chilena. Bloqueando o meio campo da Seleção do Chile, a defesa equatoriana conseguiu marcar o único atacante chileno, Alexis Sánchez.

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No segundo tempo, o técnico do Chile, Jorge Sampaoli, colocou o Vargas e o Chile passou a atuar com dois atacantes, com Valdívia atrás deles e Vidal como volante ao lado de Aránguiz. A mudança acabou deixando mais espaços para a troca de passes da seleção do Equador, que passou a ter mais chances de gol.

Aos 20 min do segundo tempo, Vidal sofreu pênalti bobo e ele mesmo foi para a cobrança e fez Chile 1 a 0. As mudanças no Equador — com Quiñonez no lugar de Lastra e Ibarra no lugar de Martínez — não modificaram o sistema tático equatoriano, que se manteve no 4-4-2. Mas com as modificações, o Equador ficou técnico e chegou mais ao ataque. Outro erro do Equador — dessa vez um passe para trás errado de Ibarra — permitiu que Sánchez tocasse para Vargas, que fez 2 a 0 aos 38 min do segundo tempo, e deu números finais à partida.


Chile no 3-4-2-1

O 3-4-2-1 do Chile no primeiro tempo

O Chile começou o jogo no 3-4-2-1. A linha de três zagueiros foi formada por Medel pela direita, Jara pelo centro e Mena pela esquerda. A linha de quatro teve Isla na ala direita, Aránguiz e Díaz pelo centro e Beausejour como ala esquerdo. À frente deles, Vidal pela centro-esquerda e Valdívia pela centro esquerda. Na frente, o atacante Alexis Sánchez.

Detalhe do avanço dos jogadores chilenos ao ataque e as linhas defensivas equatorianas


Isla jogou bem aberto e foi marcado pelo lateral esquerdo equatoriano, Ayoví. Beausejour, por sua vez, foi marcado pelo meia esquerda Martínez. Vidal se movimentou bastante por todo o meio campo chileno e, muitas vezes, abria pela esquerda e jogava bem aberto, obrigando o lateral direito Paredes a marca-lo. Valdívia jogou mais na faixa central, pela centro-direita, e foi marcado por Lastra.

No segundo tempo, o Chile atuou no 3-4-1-2


No segundo tempo, com a entrada do atacante Vargas no lugar do ala Beausejour, o Chile mudou seu sistema tático para o 3-4-1-2. Vidal foi recuado para jogar de volante ao lado de Aránguiz, Mena foi para a ala esquerda, Díaz para o centro da defesa, Valdívia como o meia-atacante atrás de Sánchez e Vargas no ataque.

Detalhe do 3-4-1-2 do Chile no segundo tempo, com Vidal como volante e Díaz como zagueiro


Equador no 4-4-2


O esquema tático do Equador foi o 4-4-2. Em tese, os dois meias abertos pelos lados deveriam avançar para apoiar os atacantes Enner Valencia e Miller Bolaños. Entretanto, apenas Montero, pela esquerda, chegava ao fundo ou fechava em diagonal pelo centro. Martínez, pela direita, pouco avançou, priorizando a marcação sobre o ala Beausejour.

O 4-4-2 do Equador com Montero revezando com Bolaños no ataque


Explica-se esta diferença de movimentação, e prioridade de funções, entre os meias abertos pelo posicionamento de Vidal, que muitas vezes abria pela esquerda do ataque chileno e era marcado pelo lateral direito do Equador, Paredes. Do outro lado, Ayoví marcou o ala Isla, já que Valdívia jogava mais centralizado, pela meia direita, e era marcado pelos volantes equatorianos Lastra e Noboa. Os zagueiros Erazo e Achilier marcaram Alexis Sánchez.

Na segunda etapa, Bolaños fica mais na linha de meio campo e Montero mais à frente


Detalhe para a variação no ataque equatoriano. Miller Bolaños é o atacante de movimentação, o segundo-atacante, e joga pouca atrás de Valencia. Quando Montero avança como ponta esquerda, é Bolaños quem volta para recompor a linha de quatro no meio campo. Quando Bolaños avança, é Montero quem volta. Veja imagem abaixo.

Detalhe do posicionamento do meio campo e do ataque do Equador


Abaixo, o detalhe da pressão do ataque equatoriano na saída de bola chilena. São seis jogadores equatorianos contra seis chilenos.

Equador pressiona a saída de bola do Chile e complica a construção de jogadas chilena


No segundo tempo, Bolaños passou a atuar na linha de meio campo pela esquerda. Com isso, Montero passou a jogar mais adiantado e ser um atacante aberto pela esquerda. A entradas de Ibarra e Quiñonez melhoraram tecnicamente o Equador, que jogou melhor a segunda etapa. O que não impediu, entretanto, que o Chile fizesse seus dois gols no segundo tempo e vencesse a partida por 2 a 0.

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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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