Análise tática do Atlético Mineiro. Jogo contra o São Paulo. Copa Libertadores 2013. Prévia

O Atlético Mineiro, sob o comando do técnico Cuca, atua no 4-2-3-1. Com a chegada de Diego Tardelli, houve algumas mudanças no posicionamento e na estratégia do time. Basicamente, o time tem uma defesa em que o lateral-direito, Marcos Rocha, tem mais liberdade para atacar e Júnior César, o lateral-esquerdo, fica mais preso no campo defensivo. Os zagueiros são especialistas em bolas aéreas e têm um papel fundamental nas estratégias de bola parada do Atlético. Além disso, também esticam bolas longas para a velocidade dos atacantes (principalmente Bernard) e para o centroavante Jô. Falaremos disso adiante.




O meio-campo conta com dois volantes de marcação. Leandro Donizete vai mais ao ataque, arrisca chutes de fora da área e tem a responsabilidade de cobrir as subidas do lateral-direito Marcos Rocha. No jogo contra o São Paulo, Marcos Rocha provavelmente ficará mais preso para marcar o atacante Osvaldo, que atua no seu setor. A linha de três que joga à frente da dupla de volantes conta com um ponta (Bernard), um meia-atacante (Ronaldinho Gaúcho) e um segundo-atacante/centroavante (Diego Tardelli). Quais as peculiaridades disso? Significa que é um trio muito rápido, muito agudo nas chegadas à área adversária, técnico e habilidoso. Mas que tem dificuldades de armar o jogo. Não é à toa que o Atlético recorre tanto a bolas longas e bolas paradas.

Por que o centroavante Jô não foi sacado do time com a chegada de Tardelli, já que este se notabilizou no Atlético Mineiro jogando de centroavante? Porque todas as jogadas fortes do Atlético utilizam a bola alçada na área do adversário. E Jô é alto e bom de cabeceio. Ele é arma nas faltas laterais, escanteios e nos cruzamentos de Bernard e Ronaldinho. Além disso, ele faz muito bem o pivô e escora bem as bolas altas lançadas pelos zagueiros, volantes e meias a partir do campo defensivo. Ele cabeceia pra trás e encontra os técnicos jogadores da linha de três prontos pra finalizar ou penetrar na área.  

Tardelli

Nos treinos para os jogos da Copa Libertadores, Cuca tem colocado Bernard pela direita e Tardelli pela esquerda. Também testou uma estratégia em que eles trocam de lado ao longo do jogo. A chegada de Tardelli deixa o Atlético bem mais ofensivo e, ao mesmo tempo, mais vulnerável. Se, em 2012, Cuca não teria dúvidas na hora de sacar Escudero ou Guilherme para fechar mais o time do lado direito, agora é mais difícil. Vai tirar Tardelli? Bernard? Ronaldinho? É uma boa dor de cabeça, já que tem ótimos e decisivos jogadores.

Por outro lado, ele ganha uma variação tática que é, ao mesmo tempo, ofensiva e defensiva. Cuca pode colocar Tardelli como centroavante, sacar Jô, e atuar com Ronaldinho e Bernard abertos pelos lados no 4-3-3 com três volantes (Gilberto Silva mais recuado que Pierre e Leandro Donizete) ou no 4-1-4-1 com Gilberto Silva à frente da defesa. Estes dois esquemas são intercambiáveis e permitem que os laterais possam se lançar com mais segurança ao ataque, já que contam com um volante de cada lado para cobri-los além de um central.

Abaixo, a formação utilizada pelo Atlético no primeiro tempo do jogo contra o Cruzeiro.


 O próximo desenho, mostramos como o Atlético jogou no segundo tempo do jogo contra o Cruzeiro.





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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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