ESQUEMAS CLÁSSICOS. Atlético x Flamengo. Libertadores 1981

Atlético no 4-4-2 e Flamengo no 4-5-1. O jogo que, para os atleticanos, nunca terminou. Veja o relato da partida, a análise tática e as declarações mais importantes dados ainda no calor do jogo.

Inglaterra 2 x 1 Brasil. Análise tática

Na reestréia de Felipão à frente da Seleção Brasileira, a Inglaterra venceu por 2 a 1. O esquema tático da Inglaterra foi o 4-1-4-1, com Gerrard como volante-armador entre as linhas. O esquema tático do Brasil foi o 4-2-3-1, com Oscar, Neymar e Ronaldinho

Vasco 0 x 1 Flamengo. Brasileiro 2013

O Vasco jogou no 4-2-3-1 e praticamente não ameaçou o Flamengo durante todo o jogo. Seus meias não marcaram nem foram incisivos. O Flamengo jogou no 4-2-3-1 e, com meias-atacantes velozes e habilidodos, dominou a partida. Veja análise completa do jogo

Esquemas Clássicos. Finais de 1968 e 1992

Vídeos, desenhos táticos, melhores momentos, gols e gráficos animados dos títulos europeus de Barcelona e Manchester United nas finas das Champions Leagues de 1992 e 1968

Juventus vs Bayern. Champions League 2012/13

Como são marcados e sofridos os gols de Juventus e Bayern? Levantamento EXCLUSIVO do Esquemas Táticos mostra quantos gols de ataque, contra-ataque e de bola parada fazem Bayern e Juventus na Champions League 2012/13

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Esquema tático do Cruzeiro. Campeonato Mineiro 2011

O Cruzeiro estreou no Campeonato Mineiro 2011 vencendo a Caldense por 3 a 0 na Arena do Jacaré. O esquema tático do Cruzeiro variou entre o 4-2-3-1, no primeiro tempo, e o 4-1-4-1 no segundo.

Análise tática



Por jogar com dois meias, é comum pensar que o Cruzeiro atua no 4-4-2 com um quadrado no meio-campo (4-2-2-2). Não é o que acontece. Aliás, desde 2010, Cuca vem utilizando Thiago Ribeiro como um terceiro meia-atacante num 4-2-3-1. Na verdade, quando o time está sem a bola, Thiago Ribeiro integra-se à linha de três meias; quando o Cruzeiro recupera a posse de bola, ele transforma-se num atacante.

O técnico Cuca aproveita-se da velocidade e preparo físico de Thiago Ribeiro na dupla função. Gilberto é o meia-armador pela esquerda e Montillo o meia-atacante e armador pelo centro. Gilberto é importante pela esquerda porque ele, como ex-lateral-esquerdo, tem capacidade de cobrir as constantes subidas do lateral-esquerdo Diego Renan. Essa é a razão pela qual Cuca o escala no lugar de Roger, que não marca.



No jogo contra a Caldense, os volantes foram Henrique e Pablo. Durante a temporada 2011, Henrique, Fabrício e Marquinhos Paraná devem disputar as duas posições do setor. Ressalte-se que Pablo foi muito importante no segundo tempo quando Cuca modificou o esquema para o 4-1-4-1. Ele passou a atuar como uma lateral-direito defensivo, dando liberdade para que os meias-atacantes abertos (wingers) Thiago Ribeiro e Wallyson atacassem pelos lados. Pela esquerda, Diego Renan continuou a ser coberto por Gilberto e também por Wallyson, com quem revezou nas subidas ao ataque.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Brasil 3 x 1 Colômbia. Análise tática. Sul-Americano Sub-20

O Brasil venceu a Colômbia por 3 a 1 pela fase de grupos do Sul-Americano Sub-20 do Peru. O esquema tático do Brasil foi o 4-3-2-1. O esquema tático da Colômbia foi o 4-4-2.

Brasil



O Brasil repetiu a formação tática do primeiro jogo, o 4-2-3-1, mas não apresentou o mesmo futebol. Primeiro porque a Colômbia é mais time que o Paraguai; segundo porque Neymar não esteve no mesmo nível do primeiro jogo; e terceiro porque o Brasil custou a modificar sua estratégia de jogo diante de uma Colômbia que jogou em cima das fragilidades do time brasileiro. E que fragilidades são essas?

O Brasil teve Neymar e Diego Maurício aberto pelos lados como meias-atacantes, o que deu maior força ofensiva. Entretanto, piorou a marcação. Nenhum dos dois volta para compor o meio-campo e deixa a marcação para os laterais que, por sua vez, gostam de apoiar o ataque. Pois a Colômbia jogou principalmente pelos lados do campo.

O jogo seguiu muito equilibrado e o Brasil não conseguia sair dessa armadilha no primeiro tempo. A Colômbia sobrecarregava os laterais brasileiros, mas deixava espaço livre na faixa central. Na segunda etapa, Ney Franco promoveu uma modificação fundamental. Ele prendeu os laterais Alex Sandro e Danilo no campo defensivo e liberou os volantes. O Brasil mudou. Casemiro e Fernando passaram a subir mais para o ataque e o Brasil passou a dominar com vantagem a partida.

Na segunda etapa, Alan Patrick entrou no lugar de Diego Maurício, mas nada acrescentou. Galhardo entrou na lateral direita, no lugar de Danilo, para reforçar a marcação e Oscar no de Casemiro, provavelmente por cansaço. Destaque para os volantes Fernando e Casemiro, que são bons marcadores e saem bem para o ataque.

Não foi uma noite muito feliz para Bruno Uvini. Destaque na primeira partida, jogou mal contra a Colômbia. Por outro lado, Juan atuou muito bem, desarmando e passando a bola com qualidade. Diego Maurício fez uma partida boa, não excelente. Foi melhor que Oscar, mas errou muito. Neymar esteve abaixo do seu nível, mas não foi um desastre como alguns disseram. Lucas continua devendo em relação ao futebol apresentado no São Paulo. Fez uma linda jogada para o gol, mas ainda está prendendo muito a bola e errando passes.

Colômbia



O técnico Eduardo Lara apostou no jogo pelos lados do campo. É uma boa aposta já que os meias-atacantes brasileiros que jogam aberto não voltam para compor o meio-campo, deixando todo o trabalho defensivo para os laterais. Os laterais, por sua vez, saem bastante para o ataque, o que deixa um bom bom espaço a ser explorado. Então, a Colômbia jogou num 4-4-2 que precisa de alguma explicação para ser entendido.

O 4-4-2 da Colômbia é em linha quando o time defende. Mas quando o time adota uma postura ofensiva, os meio-campistas centrais (no caso Cabezas e Miguel Júlio) não acompanham os meias pelos lados (Calle e Cardona). Ou seja, não é como a linha de meio-campo clássica inglesa em que todos os meio-campistas atacam e defendem em conjunto.

Essa tática gerou um problema sério para a Colômbia. A faixa central do meio-campo ficou vazia. Como dissemos, o técnico Ney Franco identicou essa lacuna no final do primeiro tempo e passou a explorar essa falha.

Os atacantes também jogaram abertos. No primeiro tempo, Castillo caiu pela direita e Escobar pela esquerda. A ordem era claríssima: explorar os lados dos campos e as costas dos laterais. Até o lateral-direito Arias, que deveria marcar Neymar, arriscava incursões pelo campo ofensivo. No segundo tempo, os atacantes mudaram de lado e continuaram jogando abertos. Mas os laterais brasileiros estavam mais postados no campo defensivo. Ainda assim, Castillo, bom atacante, criou boas chances pela esquerda, lado de Danilo e Bruno Uvini.

A Colômbia mostrou um bom futebol e bons jogadores. Cardona é um bom meia, Castillo é um bom atacante e a dupla de zagueiros mostrou muita segurança. Saiz (zagueiro pela esquerda) e Franco (direita) sabem desarmar e passar a bola.

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Manchester United 5 x 0 Birmingham City. Análise tática. Premier League

O Manchester United venceu o Birmingham City por 5 a 0, no estádio Old Trafford em Manchester, pela 24ª rodada do Campeonato Inglês 2010-2011. O esquema tático do Manchester foi o 4-4-2 em linha. O esquema tático do Birmingham foi o 4-1-4-1.

Manchester United



O Manchester United atuou no tradicional 4-4-2 inglês. Ou seja, duas linhas de quatro, com a linha de meio-campo avançando e defendendo em conjunto. Carrick saiu ainda no primeiro tempo por contusão, mas Gibson fez um bom trabalho substituindo-o. Nani errou muito durante o primeiro tempo, mas errou porque criou oportunidades. Giggs, o meia aberto pela esquerda, teve uma atuação apagada durante a primeira etapa, apesar de ter feito um gol.

O Manchester atacou principalmente pela direita com Nani. Entretanto, o ponto alto do time foi Berbatov. Eficiente no ataque, o búlgaro desarmou, deu passes e finalizou. Foi o melhor da partida. O flanco direito aberto por Nani deu espaço para as subidas de O'Shea, que atuou na lateral direita substituindo o suspenso Rafael.

No meio-campo, Anderson atuou na centro-esquerda, ao lado de Carrick (depois Gibson), e avançava ligeiramente mais que ele. O lado esquerdo seguia pouco atuante no ataque com Giggs e Evra. No segundo tempo, a entrada de Fábio da Silva na lateral esquerda deu nova vida ao setor. Owen substituiu Giggs e jogou como atacante ao lado de Berbatov. O domínio da partida pelo Manchester foi traduzido no placar: 5 a 0.

Birmingham City



O técnico Alex McLeish optou por colocar o Birmingham City no 4-1-4-1. Ainda no primeiro tempo, ele modificou ligeiramente o esquema. Explicaremos mais à frente. Inicialmente, apenas Ferguson atuou como volante de contenção à frente da linha defensiva e de quatro jogadores de meio: (da direita para a esquerda) Bentley, Mutch, Fahey e Hleb. Na frente, o isolado Derbyshire.

Atuando de maneira mais ofensiva, Hleb deixou espaço para os avanços de O'Shea. Murphy, o lateral-esquerdo, também não foi eficiente para barrar Nani. O lado direito, com Bentley e Carr, anulou e foi anulado pelo lado direito do Manchester.

Como dissemos, ainda no primeiro tempo, McLeish fez algumas modificações no posicionamento da equipe. Fahey passou a atuar pela esquerda, Mutch foi recuado para atuar como segundo-volante quase ao lado de Ferguson e Hleb foi centralizado. Assim, ele permitiu que o 4-1-4-1 se transformasse em 4-2-3-1 de acordo com as circunstâncias da partida.

No segundo tempo, Jerome entrou em campo para jogar como atacante ao lado de Derbyshire e o time passou a atuar no 4-4-2 com duas linhas de quatro. Mas mudanças de esquema são pouco eficientes quando não se tem um elenco com qualidade técnica. O estrago já estava feito e a goleada foi inevitável.

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Brasil 4 x 2 Paraguai. Sul-Americano Sub-20. Análise tática

O Brasil venceu o Paraguai por 4 a 2 pela fase de grupos do Sul-Americano Sub-20 no Peru. O esquema tático do Brasil foi o 4-2-3-1. O esquema tático do Paraguai foi o 4-4-2 em linha.

Brasil



O Brasil sub-20 jogou no 4-2-3-1, mesmo esquema da seleção principal. Decisão acertada de Ney Franco e Mano Menezes. Os jogadores do sub-20 podem se acostumar com o sistema utilizado na seleção adulta. É sempre bom lembrar que não existe esquema tático bom ou ruim, existe esquema adequado ao jogo e aos jogadores disponíveis. No caso da seleção sub-20, caiu como uma luva. Com tantos jogadores talentosos do meio pra frente, tem-se que utilizá-los.

Sobre o jogo. O Brasil atacou muito com Neymar e ele correspondeu. Foi o melhor jogador da partida. Até porque Lucas e Oscar não estavam em uma noite feliz. Prenderam muito a bola e a perderam muitas vezes. Também não estavam bem nos passes. O centroavante Henrique fez bem o papel de pivô, deu opções e abriu espaços para quem vinha de trás. E Casemiro veio e se destacou.

A linha de quatro no meio-campo do Paraguai facilitou o trabalho de Casemiro que jogou desmarcado em todo o primeiro tempo. A linha paraguaia, assim como todos os times que a usam no meio-campo, dá espaço na faixa vertical central do campo de jogo. Simplesmente a mais importante do futebol. Para evitar esse buraco, os volantes devem se adiantar e efetivamente jogar em linha com os meias pelos lados. Não foi o que aconteceu (veja mais sobre isso na análise do Paraguai).

Zé Eduardo também fez um grande primeiro tempo, marcando bem as subidas de Benítez e auxiliando Alex Sandro na marcação de Cáceres, lateral-direito do Paraguai. Mas comprometeu sua atuação geral ao ser expulso tolamente ainda no início do segundo tempo. Ney Franco então sacou Oscar e colocou o volante Fernando, que também foi muito bem. Entretanto, o lado direito do Brasil ficou aberto, dando espaço para as subidas de Oscar Ruiz, que entrou no lugar do lateral-esquerdo paraguaio Nelson Ruiz.

Para reforçar o setor defensivo, Ney Franco mexeu novamente, colocando Galhardo, mais marcador, no lugar do lateral-direito Danilo. Casemiro também teve que parar de apoiar. Resolveu. O alerta fica para o fato de o Brasil ter dois jogadores e o técnico expulsos no momento que o jogo estava administrável.

Paraguai



O Paraguai atuou no 4-4-2 com uma linha de quatro no meio-campo. A seleção paraguai começou o jogo com (da direita para esquerda) Benítez, Gimenez, Perez e Torres no meio. Gimenez jogou mais recuado, auxiliando o lateral/ala Raúl Cáceres na marcação de Neymar. Ainda no início do primeiro tempo, o técnico Adrian Coria liberou Cáceres para explorar as costas de Neymar. Não deu certo por dois motivos. Em primeiro lugar porque esse era o lado mais forte do Brasil e, em segundo lugar, tanto Cáceres quanto Benítez, o meio daquele setor, não foram bem no jogo.

No segundo tempo, o Paraguai passou a atacar mais pelo lado esquerdo quando o técnico tirou o lateral-esquerdo defensivo Nelson Ruiz e colocou Oscar Ruiz, que atuou como ala-esquerdo. Essa mudança explica porque o Paraguai não só não conseguiu empatar o jogo com um jogador a mais quanto o protagonismo de Neymar. Expliquemos. Nelson Ruiz fazia uma função tática importante. Ele se deslocava para o centro da defesa (veja a seta indicativa no desenho) quando Gomez abria pela direita para marcar Neymar e era acompanhado pelo quarto-zagueiro Viera. Não estava funcionando às mil maravilhas, mas piorou muito com essa mudança. Oscar Ruiz não ameaçou e Cáceres, que foi reposicionado como lateral pela direita, mostrou-se um mau marcador.

O meio-campo foi outro problema do Paraguai. A linha estava torta com Gimenez muito recuado em relação a Perez, um segundo-volante que saía para o jogo e foi o melhor jogador paraguaio na partida. No segundo tempo, com a mudança nas laterais relatada acima, Gimenez foi deslocado para a centro-esquerda do meio-campo e Perez para a centro-direita. Na verdade, Gimenez desempenhou a dupla função de volante pela esquerda e lateral-esquerdo para cobrir as subidas de Oscar Ruiz.

O ataque paraguaio também merece uma nota. Triste, diga-se. Posicionado na vertical, ou seja, com uma atacante atrás do outro, Correa foi um centroavante que pouco perigo levou à meta do goleiro Gabriel e Ortega é um segundo-atacante lento. Se tem uma característica que um segundo-atacante não pode ter é a lentidão.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Liverpool 2 x 2 Everton. Análise tática

Liverpool e Everton empataram em 2 a 2, pela 23ª rodada do Campeonato Inglês, no estádio Anfield Road em Liverpool. O esquema tático do Liverpool foi o 4-1-4-1. O esquema tático do Everton foi o 4-4-1-1.

Liverpool



O Liverpool do técnico Kenny Dalglish continua tendo problemas. Problemas que começaram ainda com Rafa Benítez. Em primeiro lugar, muitos jogadores estão em má fase física ou técnica. Os problemas psicológicos também atrapalham, já que o time está sem confiança. Depois de fazer um primeiro tempo equilibrado contra o Everton, foi inferior durante a primeira parte do segundo tempo e foi superior na metade final. Jogando em casa, é pouco.

No 4-1-4-1, e sem Gerrard (suspenso), o Liverpool teve entre seus destaques, pela ordem, Raul Meireles, Kuyt, Kelly e Lucas. Kuyt esteve abaixo de seus melhores dias, mas teve uma boa atuação com uma assistência e um gol. Máxi Rodrigues e Fernando Torres estavam tecnicamente mal. Torres ainda não se recuperou de seus problemas físicos e, na visão do técnico Dalglish, aparentemente não tem um substituto à altura. Talvez ele tenha razão, já que Torres foi quem mais finalizou (8 vezes, 5 no gol). Ele abriu mão, por exemplo, de colocar Babel e Joe Cole pelos lados e centralizar Kuyt, no lugar de Torres, para dar mais gás à equipe no segundo tempo.

Dalglish preferiu fazer apenas duas substituições. Uma por contusão (Agger) e outra provavelmente por cansaço e também tática. O jovem Shelvey entrou no lugar de Raul Meireles para melhorar o poder de fogo do ataque do Liverpool.

O 4-1-4-1 teve o mérito de aproximar mais jogadores da área adversária, o que auxiliou Torres e aumentou o número de finalizações totais (20, o dobro do Everton), como pode ser visto no gráfico abaixo.










 by Guardian Chalkboards

As marcações em azul representam os chutes certos e as vermelhas, os errados.

Everton



O Everton jogou no 4-4-1-1. Um esquema até certo ponco ousado, já que o Everton costuma atuar no 4-5-1 fora de casa. A escolha do técnico David Moyes mostrou-se acertada. O time equilibrou as ações contra o Liverpool no primeiro tempo, dominou parte do segundo e só foi inferior no final, quando passou a administrar o empate em 2 a 2. Embora a situação do Everton na tabela não seja confortável, trata-se de um clássico em que, tecnicamente, o Liverpool é superior. Uma derrota teria sido trágica, mesmo jogando fora de seus domínios.

Sem Cahill, que está servindo a seleção australiana na Copa da Ásia, e Pienaar, que está sendo negociado, Moyes armou duas linhas de quatro e colocou Anichebe como o "1" à frente da linha central e Beckford no ataque. O esquema foi muito eficiente. O Everton contou com Distin, um defensor de alto nível, e Heitinga, melhor que Hibbert, no lugar de Jagielka, contundido.

A força do Everton ontem esteve no meio-campo. Os meia pelos lados, Osman e Coleman, fizeram uma boa partida tanto no ataque quanto na defesa. A decisão mais acertada, entretanto, foi no miolo do meio-campo. Arteta e Fellaini conseguem desempenhar bem as funções de ataque e defesa exigidas dos volantes quando se opta pelo esquema com uma linha no meio-campo. Rodwell é muito limitado tecnicamente e perdeu justamente a posição para Arteta. Fellaini, o segundo-volante, é o motor do time. Provavelmente é o jogador que mais pega na bola e o faz bem. Desarma e faz a transição entre defesa e ataque.

Embora tenha equilibrado o jogo no meio-campo, o Everton finalizou dez vezes, a metade do Liverpool. E, como mostra o gráfico abaixo, a maioria delas (6) de fora da área, revelando que o time penetra pouco.










 by Guardian Chalkboards

As marcações em azul representam os chutes certos e as vermelhas, os errados.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Esquema tatico do Flamengo 2011 com Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves

Muitas especulações estão sendo feitas sobre como o Flamengo vai se armar para a temporada 2011 com Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves no time. Esquemas Táticos vai fazer algumas simulações baseadas nas características dos jogadores contratados e nos sistemas táticos mais utilizados pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.

Luxemburgo gosta do 4-4-2 em losango, ou seja, com um volante apenas marcador, dois volantes/meias pelos lados e um armador ou meia-atacante na ponta ofensiva do losango. Entretanto, no Palmeiras e no Atlético Mineiro, seus trabalhos mais recentes antes do Flamengo, ele utilizou um sistema com um atacante e dois meias (ou meias-atacantes) à frente dos volantes e atrás do atacante. Um 3-6-1 (3-4-2-1). No Palmeiras, os dois atrás do atacante eram Diego Souza e Cleiton Xavier. No Atlético, ele utilizou Tardelli e Diego Souza ou Ricardinho e Diego Souza. No Atlético, ele utilizou uma variação tática (4-3-2-1) com três volantes, dois meias-atacante e um atacante.

Ainda no Palmeiras, utilizou muitas vezes Cleiton Xavier como volante, ao lado de Pierre, para armar o time de trás. Mas só em situações emergenciais. Outra variação no Palmeiras foi o 3-5-2 (esquema que mais utilizou no Palmeiras) com apenas um volante (Pierre), dois alas e Cleiton Xavier e Diego Souza atrás dos dois atacantes.

De todo modo, Luxemburgo tem ido além das táticas do 4-4-2 em losango, embora sempre volte a ele, e tem demonstrado uma fixação recente com esquemas com três zagueiros. Já utilizou esquemas com três atacantes (4-3-3) e 4-4-2 (4-2-2-2) em quadrado. Não vi Luxemburgo armar suas equipes no 4-2-3-1 que, no momento, seria o esquema ideal para abarcar todas as contratações de peso feitas pelo Flamengo (veja ilustração abaixo).



No 4-2-3-1, o time fica forte defensivamente com Maldonado e Willians como volantes e ainda pode utilizar, alternadamente, a ofensividade de Egídio (um dos melhores laterais-esquerdos do Brasil em 2010) e Leonardo Moura. E, claro, passa a contar com um trio de meias-atacantes técnicos e habilidosos como Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Bottinelli.

Colocamos os zagueiros Welinton, David, Jean e Ronaldo Angelim aleatoriamente nas simulações com quatro defensores. No 4-3-2-1 a seguir, colocamos um miolo com Jean e Angelim.



Essa formação exclui Bottinelli, reforça a marcação no meio-campo e libera mais os laterais. Luxemburgo gosta de utilizar Maldonado como um terceiro zagueiro e, nessa formação, isso poderia ser feito. Renato Abreu e Willians cobririam a subida dos laterais. Ronaldinho e Thiago Neves ficariam mais livres. Uma possibilidade (como dissemos no caso de Cleiton Xavier) é colocar o meia Bottinelli no lugar de Renato Abreu. Mas, nesse caso, ele teria que marcar.

Outro esquema tático possível para o Flamengo com Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves é o 4-4-2 com um quadrado no meio-campo (4-2-2-2).



Não é uma posição muito confortável para Ronaldinho, já que ele gosta de jogar aberto pela esquerda, e deixa Bottinelli novamente de fora. Mas forma um quarteto com dois jogadores enfiados (Deivid e Diego Maurício), o que facilita o trabalho de Ronaldinho e Thiago Neves.

A fixação de Luxemburgo com esquemas com três zagueiros, e o fato de Ronaldo Angelim já ter sido utilizado como um zagueiro pela esquerda (falso lateral-esquerdo), nos leva a especular uma quarta formação.



Seria um 4-2-3-1 a la holandesa. Ou seja, um esquema em que apenas um dos laterais sobe e atua praticamente como um ala. Como Egídio está voltando e ainda não tem o nível técnico de Leonardo Moura, fica de fora. A marcação fica reforçada atrás com os três zagueiros. Entretanto, essa formação repetiria um erro do Barcelona quando colocou um lateral defensivo para atuar, na esquerda, com Ronaldinho à frente. Ele ficou sem ter com quem tabelar pelo setor esquerdo e seu futebol caiu. Uma alternativa seria manter Egídio e sacar Leonardo Moura, colocando um zagueiro em seu lugar. Mas isso não deve acontecer, pelo menos no início da temporada.

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domingo, 9 de janeiro de 2011

VÍDEO. Esquema tático do Everton 2010-2011

O Everton tem utilizado duas formações básicas na Temporada 2010-2011. Nos jogos fora de casa, normalmente o esquema tático do Everton é o 4-5-1. Em casa, varia o esquema para o 4-4-1-1.



Neste vídeo, apresentamos os movimentos de ataque e defesa mais comuns do Everton. Evidentemente, há uma variação nas escalações, mas os esquemas utilizados são basicamente estes.

Mais análises em vídeo na aba TV Esquemas Táticos.

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