São Paulo 1 x 1 Corinthians. Análise tática

São Paulo e Corinthians empataram em 1 a 1, no Morumbi, pela 26ª rodada do Campeoanto Brasileiro, num jogo sem muita variação tática e com esquemas táticos espelhados. As equipes atuaram no 3-5-2, com o Corinthians variando seu esquema para o 4-4-2 durante momentos do jogo.

Análise tática



O São Paulo atuou no 3-5-2 com apenas um volante de marcação (Richarlyson) centralizado e dois meias à sua frente: Jorge Wagner pela esquerda e Hernanes pela direita. Os três zagueiros alternavam-se no apoio ao meio-campo, o ala-direito Jean apareceu menos no ataque que Júnior César, pela esquerda.



O Corinthians também atuou no 3-5-2, espelhando o esquema do São Paulo. Mas Mano Menezes preferiu a presença de dois volantes de marcação jogando em paralelo pela faixa central do campo. Alessandro, na maior parte do tempo zagueiro pela direita, também se transformava em lateral-direito e modificava o esquema tático da equipe.

De uma maneira geral, poucas alterações táticas foram feitas durante a partida. Fato curioso porque Mano Menezes gosta de alterar a maneira de jogar de seu time tanto ao longo dos campeonatos quanto durante o próprio jogo. Mas, provavelmente, Mano Menezes priorizou a anulação das jogadas do São Paulo espelhando o esquema tático do rival. Assim, Alessandro foi mais zagueiro pela direita (o que já fez muitas vezes) que lateral-direito. Essa troca de funções foi utilizada, às vezes, para confundir a marcação do São Paulo.

O trunfo do São Paulo, por sua vez, foi a liberação alternada de um dos zagueiros para atuar no meio-campo e até no ataque. O que pode ser observado é que Jucilei marcava Jorge Wagner, Marcelo Mattos marcava Hernanes e, com isso, Defederico e Richarlyson sobravam. No início do jogo, Hernanes aproveitou-se do fato de ter um volante centralizado na sua marcação e jogou bem aberto pela direita. Durante um bom tempo, o Corinthians não definiu a marcação por aquele lado. Defederico ficou preso para ajudar a marcação feita por Marcinho e Marcelo Mattos a Hernanes, Dagoberto e Jean.

Mas resolvido problema (Marcinho fixou-se na lateral esquerda), Ricardo Gomes não soube criar novas alternativas. Júnior César era acompanhado por e acompanhava Jorge Henrique. Ambos se anularam. Sem penetração na área (Borges foi bem marcado pelos três zagueiros e Dagoberto só rondou a área a partir da direita), Hernanes arriscava chutes de fora da área. Mas Jorge Wagner não tem chute de fora da área e fez uma partida burocrática.

Defederico fez uma partida razoável. Libertou-se da prisão na meia-esquerda e passou a fazer incursões pelo centro e até pela direita no meio-campo e no ataque. Jucelei tinha liberdade para avançar mais, enquanto Marcelo Mattos ficava mais recuado. Dentinho avançava da esquerda para o centro do ataque, em diagonal, enquanto Ronaldo jogou mais centralizado na frente.

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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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1 comentários:

disse...

Muito bom esse blog, acabei de virar leitor fiel!

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