Esquema tático da Argentina

A Argentina ganhou da Colômbia por 1 a 0 em Buenos Aires atuando no 3-4-3 ou, mais detalhadamente, no 3-2-2-3, sem ala-direito. No segundo tempo, o técnico Diego Maradona adotou uma linha de quatro jogadores no meio-campo com a entrada de Zanetti.



Na defesa, três zagueiros fixos: Heinze pela esquerda, Demichelis pelo centro e Daniel Díaz pela direita. Nenhum dos três passou da linha central durante o jogo, nem Heinze, que por vezes faz a função de falso lateral esquerdo nos clubes em que atua e na própria seleção argentina.

No meio-campo, dois volantes que sabem sair para o jogo (Mascherano e Gago), mas que pouco avançaram durante o primeiro tempo. Verón atuou como meia-armador à frente e atrás dos volantes e também pelos lados do campo. Na verdade, movimentou-se livremente por todo o meio-campo. Na ala esquerda, Gutiérrez movimentou-se muito pelo lado do campo e não entrou em diagonal pelo centro. O ala produziu pouco.

No ataque, três atacantes. Messi aberto pela direita, Tevez pela esquerda e Agüero centralizado. De vez em quando, Tevez e Messi trocavam de lado ou Messi entrava pela faixa central do ataque e Agüero caía pela direita.



No segundo tempo, Maradona armou uma linha de quatro jogadores no meio-campo, deslocando Verón para a meia-esquerda. Zanetti entrou na ala direita e Gutiérrez permaneceu na esquerda. Verón e Mascherano passaram a desempenhar duas funções: volantes e meias, ou volantes armadores. No ataque, a estrutura foi mantida.

Análise

No geral, o sistema tático argentino adapta-se ao que o time tem de melhor no que diz respeito aos jogadores. Entretanto, o meio-campo é frágil e desconectado do ataque, principalmente de Agüero e de Messi. A ausência de um ala-direito no primeiro tempo também permitiu que a Colômbia criasse diversas jogadas daquele lado.

Mas o principal defeito do time argentino é que ele não tem jogadas de linha de fundo e centraliza muito o jogo. O ala-esquerdo Gutiérrez corre bastante, mas jamais entra em diagonal pelo meio e não chega à linha de fundo. Os atacantes laterais também não chegam ao fundo, entrando sempre em diagonal pelo meio.

Leia também:

INTERATIVO. Esquema tático do Brasil.

INTERATIVO. Esquema tático da Argentina.

Esquema tático da Espanha.

Esquema tático da Nova Zelândia.

Esquema tático da Colômbia.

Esquema tático do Brasil.

Esquema tático do Uruguai.

Esquema tático da Holanda.

Esquema tático de Portugal.

Esquema tático da Noruega.
Share on Google Plus

Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
    Blogger Comment
    Facebook Comment

1 comentários:

Rafael Andrade disse...

A seleção argentina está sentindo falta de um centroavante trombador, um pivô centralizado e que possa ganhar de cabeça. Para escalar esse cara (que seria Diego Milito), Maradona teria que sacar seu pupilo Kun Aguero, então Diego prefere manter seu genro no comando do ataque. Outra coisa, esse esquema de Don Diego é meio maluco não é?! Acho até um tanto suicida, afinal os lados do campo ficam totalmente expostos. E o Gago mais bate do que sai pro jogo, o que Dieguito tem contra o Cambiasso?! Ele joga muito, desarma e aparece bem no ataque, e na minha opinião, muito mais do que o Gago.

NEWSLETTER DO ESQUEMAS TÁTICOS

Receba a Carta Tática, Newsletter do site Esquemas Táticos com atualizações e informações exclusivas gratuitas