Esquema tático do Grêmio - Autuori

Contra o Caracas (1x1), o Grêmio manteve o 3-5-2, mas apresentou uma modificação. Tcheco atuou como meia-direito um pouco mais à frente de Souza, na meia esquerda. Ruy continua com muita liberdade para entrar em diagonal pelo centro e Fábio Santos fica um pouco mais preso e só avança pela ala esquerda.



O técnico Paulo Autuori manteve o sistema tático utilizado por seus antecessores, Celso Roth e Marcelo Rospide, e fez apenas uma modificação: adiantou o meia Tcheco.

A modificação, entretato, não solucionou o principal problema do time: a criação de jogadas (leia a análise sobre o Esquema 3-5-2). A bola não chega com muita frequência nos atacantes, que acabam participando pouco do jogo. Talvez o problema persista porque Souza não é um armador, mas um condutor de bola. Tcheco, por paradoxal que possa parecer, deveria jogar mais recuado para poder armar o time, porque tem mais qualidade nesse quesito que Souza. Para isso, o time tem que contar com um volante que saiba sair para o jogo ou abrir mão do sistema com três zagueiros, para aumentar o número de jogadores no meio-campo.

É possível criar jogadas de ataque no 3-5-2, mas ou o (s) volante (s) deve ter qualidade no passe ou os alas devem entrar mais vezes em diagonal pelo centro, atuando como meias. No caso do Grêmio, Fábio Santos participa pouco das partidas na parte ofensiva, o que diminiu as opções de criação.

Pontos fortes:

*Versatilidade de Réver: ele cobre todo o lado esquerdo da defesa e chega ao ataque como elemento surpresa.

*Bola parada: outro ponto alto do time. Tcheco levanta muito bem a bola na área, e o Grêmio tem jogadores altos para cabecear. Souza é um bom cobrador de faltas.

*Consistência defensiva: o Grêmio tem uma defesa muito forte e alta.

Pontos fracos:

*Pouca variação tática. O Grêmio joga sempre do mesmo jeito e os jogadores que entram cumprem sempre a mesma função. Até agora, os resultados mostram que o

*Lado esquerdo: as jogadas ofensivas por este lado praticamente não existem.

*Criação no meio-campo: o time tem dificuldade para fazer a bola chegar aos atacantes.

Leia também:

O esquema tático do Grêmio.

Análise tática de Grêmio x Boyacá Chicó.

Esquema tático do Caracas.

O esquema 3-5-2.
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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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5 comentários:

Hugo Albuquerque disse...

Concordo,Marcelo: Pela lógica, Tcheco deveria jogar recuado e Souza era quem deveria, pela velocidade, jogar mais a frente. O problema desse time do Grêmio é, justamente, a falta de um jogador para armar o time. Nem precisa ser um cracaço não, um Danilo da vida ali pelo meio para distribuir o jogo já bastava, com Souza jogando na ala-direita - ou, quem sabe, com um zagueiro a menos para tanto.

André Kruse disse...

Neste jogo o Rever saiu muito pouco para o jogo, quem acabou fazendo isto foi o Leo.

Autuori fala em 442 disfarçado:
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Gremio/0,,MUL1171148-9868,00.html

Ruy vira meio campista e Leo passa a ser um "falso" lateral direito

Renato Melo,Timbaúba-Pernambuco disse...

O Grêmio tem um esquema tatico muito inteligente por isso tem tudo para ser campeão da libertadores parabens pelo o blog

www.renatoesportes.blogspot.com

Macaco disse...

Comento nas análises dos jogos do Galo! Que é o que eu sei cornetar rsrsrs

Esquemas táticos disse...

Concordo com vocês. A armação, realmente, não está fluindo. E Léo apareceu pela direita algumas vezes. Para melhorar esse 4-4-2 disfarçado, era melhor, então, colocar um lateral mais marcador, mas que tivesse condições técnicas de também apoiar o ataque quando o time precisasse.

Abraços.

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