Avaí 2 x 2 Atlético - análise tática

O Avaí, campeão catarinense em 2009, jogou no 4-4-2 e o Atlético Mineiro, no 3-5-2. O Avaí fez dois gols (Evando e Muriqui) e o Atlético reagiu e empatou (Alessandro e Carlos Alberto) no segundo tempo.

O esquema tático de Silas (veja post abaixo sobre o Esquema tático do Avaí) funcionou muito bem até a metade do segundo tempo. Os laterais catarinenses bateram com os alas atleticanos e os meias Odair (contundiu-se e foi substituído por Ricardinho) e Muriqui levaram vantagem sobre os três volantes (Renan Márcio Araújo e Fabiano) atleticanos. As características dos meias escolhidos se completam porque Odair é armador e Muriqui conduz a bola e é rápido (Muriqui é atacante adaptado como meio-campo). Entretanto, Odair machucou-se ainda no primeiro tempo e a armação ficou por conta de Muriqui que, como lembrou o amigo-leitor Marcos Gaúcho, não sabe armar. Mas a falta de qualidade do meio-campo mineiro não explicitou essa deficiência do Avaí, que se tornaria clara com as substituições de Roth no segundo tempo.

Perdendo de 2 a 0, Roth tirou um zagueiro (Werley) e colocou um lateral-esquerdo (Thiago Feltri), e atacante de velocidade (Alessandro) no lugar de um volante (Fabiano), passando a atuar no 4-3-3. Mais tarde, o segundo volante Carlos Alberto entraria no lugar de um cansado e mal tecnicamente Élder Granja, adaptado à lateral-direita. Júnior assumiu a meia-esquerda e, no ataque, Alessandro pela esquerda, Éder Luís pela direita e Tardelli como centroavante.

As mudanças elevaram o nível técnico do Atlético e o time passou a criar, o que não acontecia com os três volantes (veja post sobre o esquema tático do Atlético em que já dizíamos isso) Alessandro, Júnior e Thiago Feltri levaram grande vantagem (inclusive numérica) sobre o lado direito da defesa do Avaí e criaram boas jogadas. Júnior subiu de produção e, junto com Alessandro, foram os melhores jogadores da partida. Diego Tardelli e Éder Luís não estiveram bem, talvez pela falta de um meio-campo mais criativo desde o início do jogo.

No Avaí, os destaques foram Odair e Muriqui, que aparecia como terceiro atacante quando o time tinha a posse de bola. Também gostaria de destacar a marcação da linha de frente do Avaí, formada pelos dois atacantes e os dois meias, que dificultava a troca de bolas no meio-campo do Atlético. Outro destaque é Celso Roth, que modificou (mesmo que tenha sido tarde) o desenho tático da equipe e, com isso, conseguiu empatar uma partida praticamente perdida para o Atlético.

* Com a colaboração dos amigos Marcos Gaúcho e Hugo Albuquerque.
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Sobre Esquemas Táticos

Marcelo Costa, jornalista e mestre em Sociologia. Editor do site Esquemas Táticos e do Esquemas Clássicos (www.esquemasclassicos.blogspot.com).
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2 comentários:

Hugo Albuquerque disse...

Ho ho ho grande Marcelo, obrigado pela consideração. Aliás, no meu longo post sobre o Campeonato Brasileiro, eu descrevi mais ou menos o que eu vi do esquema do Inter esse ano. Depois passe lá e veja se tem algum sentido o que eu coloquei.

abração :-))

Macaco disse...

O Éder Luis já cansou. Passou da hora de comer um banco. Os dois jogos contra o Vitória e mais esse ele foi o pior em campo.

Eu entraria com o Tchô ao lado do Fabiano, tirando a enganação chamado Márcio Araújo, fechando com o Renan na cabeça de área, segurando a onda do Júnior la na frente.

E no ataque é Alessandro e Tardelli

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